Contos eróticos do autor Peristilo e amigos. As melhores estórias de sexo para ler online.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Tacada Perfeita
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Quando só imaginar já não me basta
Depois de
muito tempo nos conhecendo no MSN, muita conversa e muitos e muitos gozos no
virtual, a vontade de estar junto falou mais alto.
Conversamos e então programamos a data, claro sempre muito ansiosos. A vontade um do outro cada dia crescia mais.
Em uma bela sexta feira, recebo uma ligação há muito esperada. Coração acelerado e bucetinha já molhada por reconhecer o número ali no visor. Ele disse que já estava me esperando e eu, claro, disse que já estava chegando, depois de uns 10 minutos, cheguei à rodoviária pra pegá-lo.
Como era em minha cidade e cidade pequena não se pode dar mole não, eu mantive pose de dama , quando na verdade estava louca pra me transformar numa puta, a sua puta.
Parei meu carro e você já estava esperando na lateral da rodoviária. Você entrou, eu o cumprimentei como se fôssemos grandes amigos, mas na minha cabeça pensava milhões de coisas, como por exemplo: como você era lindo, em como sua voz me dava tesão. Minha bucetinha acho que já reconhecia todos os sinais ali. Mas voltando ao momento, depois que você entrou no carro, fiz o que já tínhamos combinado: te levei pra um motel perto da minha cidade. Quando se está ansiosa, tudo passa mais devagar, e nesse dia não foi diferente. O motel estava parecendo que ficava em outro estado...Aff!
Chegando ao destino, as coisas melhoraram e muito. Assim que entramos, já começamos a nos pegar. Todos os beijos sonhados agora iam ser saciados. Me lembro bem,você se encostou em mim, já de pau duro me beijou de um jeito ,passeando suas mãos pelo meu corpo e eu ali toda enroscada em você, não querendo me desgrudar um pouquinho sequer. Estava de vestidinho como você tinha mandado, de calcinha preta pequena toda enfiada na bunda. Isso também foi um pedido seu, e como sou uma putinha bem mandada, obedeci direitinho.
Conversamos e então programamos a data, claro sempre muito ansiosos. A vontade um do outro cada dia crescia mais.
Em uma bela sexta feira, recebo uma ligação há muito esperada. Coração acelerado e bucetinha já molhada por reconhecer o número ali no visor. Ele disse que já estava me esperando e eu, claro, disse que já estava chegando, depois de uns 10 minutos, cheguei à rodoviária pra pegá-lo.
Como era em minha cidade e cidade pequena não se pode dar mole não, eu mantive pose de dama , quando na verdade estava louca pra me transformar numa puta, a sua puta.
Parei meu carro e você já estava esperando na lateral da rodoviária. Você entrou, eu o cumprimentei como se fôssemos grandes amigos, mas na minha cabeça pensava milhões de coisas, como por exemplo: como você era lindo, em como sua voz me dava tesão. Minha bucetinha acho que já reconhecia todos os sinais ali. Mas voltando ao momento, depois que você entrou no carro, fiz o que já tínhamos combinado: te levei pra um motel perto da minha cidade. Quando se está ansiosa, tudo passa mais devagar, e nesse dia não foi diferente. O motel estava parecendo que ficava em outro estado...Aff!
Chegando ao destino, as coisas melhoraram e muito. Assim que entramos, já começamos a nos pegar. Todos os beijos sonhados agora iam ser saciados. Me lembro bem,você se encostou em mim, já de pau duro me beijou de um jeito ,passeando suas mãos pelo meu corpo e eu ali toda enroscada em você, não querendo me desgrudar um pouquinho sequer. Estava de vestidinho como você tinha mandado, de calcinha preta pequena toda enfiada na bunda. Isso também foi um pedido seu, e como sou uma putinha bem mandada, obedeci direitinho.
Enquanto me beijava sua mão tocou minha
bucetinha sob a calcinha e então você percebeu o quanto eu estava molhada
de tesão por você. Colocou minha calcinha de lado e enfiou um dedo dentro. Eu
gemi e me esfreguei mais em
você. Você retirou o dedo e colocou na minha boca. Depois
repetiu e colocou em sua boca dizendo assim: tá me querendo é, safada? Eu não
disse nada só fiz que sim com a cabeça. Enquanto me bolinava, peguei seu
pau por cima da calça mesmo, nossa! que delicia! estava duro como rocha e eu
sabia que não ia demorar pra ter você dentro de mim. Apertei um pouquinho e
você deu um gemido. Na mesma hora começamos a tirar nossas roupas eu num
segundo já estava só de calcinha e soutien. Te ajudei com sua blusa e rapidinho
você também já estava nu. Um contraste lindo, você moreno de cueca boxer branca
e eu toda branquinha de lingerie preta. Eu estava amando o que estava vendo,
parecia a combinação perfeita.
Voltamos a nos beijar e segurei seu pau de novo, dessa vez com muita vontade. Fui beijando a boca, o pescoço e assim fui descendo. Beijei sua barriga e me ajoelhei a sua frente, tirei seu pau de dentro da cueca , dei uma lambida e depois o esfreguei em meu rosto. Delícia! Voltei pra cabecinha. Mais lambidas e depois fui descendo. Você enroscou sua mãos em meus cabelos. Quando cheguei nas suas bolas, você já estava delirando de tesão, como dava pra ver pelo jeito como respirava e falava. Chupei suas bolas, depois voltei a me concentrar na cabecinha, engoli seu pau inteiro. Você o movimentava num vai-e-vem rápido ,as vezes chegava a me fazer engasgar. Parava e depois continuava a golpear minha boca como se fosse minha buceta. Pela fúria e a intensidade que estávamos, você não ia demorar a gozar. Você parou e me disse: “Deita na cama, safada! quero sentir sua bucetinha antes de gozar. Se a gente continuar, vou gozar antes de te comer”
Voltamos a nos beijar e segurei seu pau de novo, dessa vez com muita vontade. Fui beijando a boca, o pescoço e assim fui descendo. Beijei sua barriga e me ajoelhei a sua frente, tirei seu pau de dentro da cueca , dei uma lambida e depois o esfreguei em meu rosto. Delícia! Voltei pra cabecinha. Mais lambidas e depois fui descendo. Você enroscou sua mãos em meus cabelos. Quando cheguei nas suas bolas, você já estava delirando de tesão, como dava pra ver pelo jeito como respirava e falava. Chupei suas bolas, depois voltei a me concentrar na cabecinha, engoli seu pau inteiro. Você o movimentava num vai-e-vem rápido ,as vezes chegava a me fazer engasgar. Parava e depois continuava a golpear minha boca como se fosse minha buceta. Pela fúria e a intensidade que estávamos, você não ia demorar a gozar. Você parou e me disse: “Deita na cama, safada! quero sentir sua bucetinha antes de gozar. Se a gente continuar, vou gozar antes de te comer”
Pedido
feito! Pedido aceito! Me deitei na cama e você já veio me beijando
tocando meus seios que a essa hora já estavam de fora do soutien. Dei um gemido.
Você chupou cada seio com uma fúria sem igual. Já nos conhecíamos bem, e depois
de mamar e se deliciar em meus seios, deu total atenção a minha xaninha. Começou
dando beijinhos nela. Depois começou a brincar com meu grelinho. Eu
serpenteava na cama e puxava seus cabelos como louca. Como sabe que adoro ser
penetrada por dedos, me penetrou várias vezes me fazendo gozar muito.
Quando viu que eu já tinha gozado muito na sua boca e nos seus dedos, resolveu que era hora de me dar o que eu tanto queria: seu pau. Eu tremia de tesão só de imaginar você me comendo. Me mandou ficar de quatro, deu uma lambida do meu cuzinho até minha bucetinha, se posicionou atrás de mim, colocou seu pau na entrada da minha xana e disse assim: “Quer que eu te coma assim NIINA?!”
Quando viu que eu já tinha gozado muito na sua boca e nos seus dedos, resolveu que era hora de me dar o que eu tanto queria: seu pau. Eu tremia de tesão só de imaginar você me comendo. Me mandou ficar de quatro, deu uma lambida do meu cuzinho até minha bucetinha, se posicionou atrás de mim, colocou seu pau na entrada da minha xana e disse assim: “Quer que eu te coma assim NIINA?!”
Olhei pra trás e fiz carinha de putinha e
disse: “Me come gostoso, amor! me faz sua por completo”.
Antes de fechar minha boca, ele meteu de uma
vez, me fazendo gritar de tesão e dor. Minha bucetinha, apesar de ser apertadinha,
agasalhou seu pau direitinho. Ele meteu forte já sabendo como gosto. Enquanto
metia, me dava tapas na bunda e me chamava de cachorra e safada. Eu adorava e
cada vez mais rebolava em seu pau. Suas mãos ficaram tatuadas na minha pele,
suor descendo pelo corpo e mais uma vez o gozo já vinha chegando. Gozei
deliciosamente com ele metendo forte em mim. Não demorou muito ele também estava
gozando. Meteu bem no fundo na minha bucetinha, segurou, gemeu e gozouuu. Só ouvir
o gemido dele gozando me deixou acesa de novo.
Ele ainda estava em cima de mim. Me deu um beijo, fez um carinho nos meus cabelos e tombou de lado na cama. Estávamos acabados, acabados e precisando de um banho. Ficamos ali conversando nos acariciando e falando do quanto era bom estar ali juntinho. Beijinhos daqui, beijinhos dali e pronto: já estávamos querendo mais. Ele disse que precisava de um banho e, claro, fui pro banheiro com ele.
Ele ainda estava em cima de mim. Me deu um beijo, fez um carinho nos meus cabelos e tombou de lado na cama. Estávamos acabados, acabados e precisando de um banho. Ficamos ali conversando nos acariciando e falando do quanto era bom estar ali juntinho. Beijinhos daqui, beijinhos dali e pronto: já estávamos querendo mais. Ele disse que precisava de um banho e, claro, fui pro banheiro com ele.
Água
morninha , beijos e abraços e em pouco tempo eu estava chupando seu pau de novo.
Ele me puxou, me virou de costas e começou a passar um dedo no meu cuzinho,
uiiii... Me arrepiei toda e empinei mais minha bunda. Mas ali no banheiro ele
só me atiçou, não comeu minha bundinha. Fomos pra cama, demos uma secada de
leve no corpo e cabelos e começamos a nos pegar de novo. Dessa vez ele falou: “Diz
que quer me dar seu cuzinho, NIINA”.
Eu
mais que depressa disse: “Come meu cuzinho, delícia minha, me deixa arrombada,
quero você dentro de mim”. Ele me puxou pra beira da cama, me colocou de
quatro e ficou em pé atrás de mim. Começou com carinho, devagar, e nada
aconteceu. Eu gemia de dor mas, ele me tranquilizava, dizendo que só ia doer no
começo, que depois ia ser só prazer. Ele
meteu na minha bucetinha, que estava toda molhada e depois forçou na entrada do
meu cuzinho. Foi entrando e eu gritando de dor. Xingava ele de cachorro e
mesmo assim ele foi entrando aos poucos até que entrou tudo. Falei pra
ele que já estava bom , que não queria mais, mas ele me disse que já estava
dentro, que ia ficar quietinho até eu me acostumar com seu pau. Enquanto isso,
ele me beijava as costas e me dizia que eu era gostosa. Foi mexendo bem devagar
e quando vi já estava deliciosa a sensação. Foi metendo lento e às vezes forte.
Quando viu que eu já estava totalmente a vontade, começou a dar tapas na minha
bunda e puxar meu cabelos, dizendo: “Goza pra mim, sua vadia! quero ver você
gozando com meu pau no seu cu”. Eu rebolava e gemia. Ele já estava meio
descontrolado, só metia forte mesmo eu choramingando. Comecei a mexer em meu grelinho
e em pouco tempo já estava gozando. Ele meteu mais algumas vezes e disse: “Vou
gozar, safada” onde você quer meu leitinho?”
Queria em
tantos lugares, mas naquela hora eu pedi o que há tempos peço a ele pra fazer:
gozar na sua barriga pra eu lamber. Assim ele fez, saiu de trás de mim se
sentou, gozou em sua barriga e eu me ajoelhei. Fui lá e deixei tudo limpinho,
dei uma olhadinha pra ele, um sorriso, me levantei e dei um beijo delicioso
nele.
E assim foi o primeiro dia do meu fim de semana com Peristilo.
E assim foi o primeiro dia do meu fim de semana com Peristilo.
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A Perseguida
Júlia entrou no
vagão um pouco ofegante porque precisara correr para não perder o metrô. Tinha
ficado presa na reunião com o pessoal da loja de calçados onde trabalhava como
vendedora . Chegaria muito tarde em casa e teria que enfrentar as ruas do seu
bairro, que era violento e ficava deserto depois das dez da noite.
Já sentada e
com a respiração voltando ao normal, ela deu uma olhada ao redor e notou que o
vagão ia quase vazio. Isso era bom porque ela poderia ir lendo tranquilamente,
sem ser atrapalhada pelo barulho das pessoas conversando. Tirou da bolsa um
livro, ajeitou os óculos e procurou a parte do romance em que parara na última
leitura. O metrô partiu e ela pôde ler duas páginas até a parada seguinte, onde
desceram poucas pessoas e subiram duas ou três.
Um homem veio
se sentar no banco oposto ao dela, bem a sua frente. Ela o observou rapidamente,
mas não lhe prestou muita atenção. Minutos depois levantou os olhos para ele
porque percebeu que ele a olhava insistentemente. Isso a incomodava. Então,
para intimidá-lo, encarou-o com uma expressão hostil, mas ele sustentou o olhar
e até lhe deu um leve sorriso.
“Cínico!” ela
xingou em pensamento, e baixou os olhos, retornando à leitura como se não desse
a mínima. Que olhasse o quanto quisesse! Estava acostumada com homens
admirando-a. Ela imaginou que aquele uniforme que usava, um conjunto de saia e
blusa verde, devia deixá-la muito sexy. Então olhou para baixo e viu os próprios
seios quase aparecendo no decote. Era uma coisa bonita de se ver, mas um tanto
escandalosa! Ainda não tinha se dado conta do quanto aquele uniforme era
provocante!
O homem
continuava a observá-la. Ela não teria se importado se ele ao menos fosse bonito.
Mas era feio! Não tão feio; ao menos tinha belos braços, musculosos e peludos.
Não estava mal vestido também, mas tinha a barba mal feita e ela não gostava de
homens desleixados que não se importam com a própria aparência.
O que diabos
ele tanto olhava?! Só podia ser um tarado. Ele tinha uma cara de tarado! Ela
morria de medo de tarados. Medo e nojo, pois seu último namorado tinha sido um
tarado. Ela ainda se lembrava da cena com horror: na escadaria do prédio dele,
os dois se beijando; quando ela se deu conta, viu que o pênis dele estava pra
fora das calças, duro e grande. Foi o fim.
Mas a vergonha
mesmo foi quando quis desabafar com uma amiga. Esta quase estourou de dar
risadas da estória. E zombou dizendo que ela era uma histérica, totalmente sem
esperanças. Mas que culpa ela tinha se só atrai canalhas?!
Na metade da
viagem, Júlia notou que o homem parara de olhar pra ela. Ele ia de cabeça
baixa, com uma expressão abobalhada de quem está mergulhado em seus próprios
pensamentos. Parecia ter perdido todo o interesse em admirá-la. Talvez
ela não fosse tão bonita assim como pensava. Por que ele parara de olhar? Ou só
tinha feito aquilo pra provocá-la, só pra atrapalhar sua leitura? E se ela lhe
tivesse dado bola? como ele teria reagido?
Reparando bem,
até que ele era charmoso com aquela barba mal feita e o jeitão de bandido. Ela
podia apostar que se largasse o livro e olhasse pra ele, teria a atenção dele
de volta. Sim, era só ela querer.
E quis. Passou
a encará-lo, mas depois de um minuto viu que ele estava longe dali. Ela parecia
invisível agora pra ele. O idiota não percebia que ela estava dando mole!
E se ela
cruzasse as pernas, o belo par de pernas brancas e roliças que tinha?
Cruzou. Mas ele
não viu. E se ela agora descruzasse as pernas, lentamente, como a assassina
daquele filme famoso?
Foi o que fez,
mas também não funcionou. Melhor era voltar ao livro e esquecer.
Abriu o livro,
porém não conseguiu ler. Tinha metido na cabeça que só ficaria satisfeita
quando ele voltasse a admirá-la, nem que fosse para ignorá-lo depois. Então,
ainda fingindo ler, com a cara enfiada no livro, abriu um pouco as pernas. Ele
continuou na mesma, sem reparar no que ela fazia. Ela abriu as pernas mais um
pouco e percebeu-se sentindo um certo prazer naquilo. Nunca tivera a coragem de
fazer tal coisa antes, mas agora que fazia, descobria o quanto era excitante.
De repente compreendeu por que algumas mulheres gostam de se exibir em
situações parecidas.
Ninguém no
vagão quase vazio notava que ela se expunha daquela forma, nem mesmo o homem a
sua frente. Isso a encorajou a ousar ainda mais. Afastou as pernas até onde a
saia apertada permitia. E como se não bastasse, desejou não estar usando nada
por baixo, como naquele mesmo filme. Como seria ser flagrada assim, sem
calcinha no metrô, com os pelos à amostra? Imaginou aquele homem olhando bem
para o centro de suas pernas. Que visão agradável seria pra ele! Ela sem
calcinha. Ele veria tudo, pois estava bem ali a sua frente, menos de dois
metros. Ele veria os pêlos crespos e talvez algo mais. Ela estaria molhada ali
e ele saberia.
Júlia havia
fechado os olhos por um instante enquanto se perdia no prazer dessa fantasia.
Ao abrir os olhos novamente, tomou um susto porque viu que o homem estava bem
atento agora, com os olhos enfiados no meio de suas pernas escancaradas. Ele
levantou um olho e sorriu maliciosamente pra ela, como se soubesse que ela dava
brecha de propósito. No mesmo instante, ela reagiu e cerrou as pernas,
nervosamente. Acabava de se arrepender do que tinha feito e agora só queria que
o metrô chegasse logo a sua estação para ela poder descer e nunca mais ter que
encarar aquele homem outra vez. Tomada de vergonha, subiu o livro até a cara e
fez de conta que lia, como se nada tivesse acontecido. E assim foi até a hora
de descer do metrô.
Ela deixou a
estação apressada e nem olhou pra trás. Caminhou rápido por uma avenida e
entrou no conjunto habitacional onde morava. Como já havia imaginado, àquela
hora da noite as ruas estavam desertas, as portas das casas fechadas, as pessoas
já dormindo em suas camas ou cochilando diante de uma tv. Depois das dez, era
como se houvesse um toque de recolher no lugar, por causa da violência.
A poucas
quadras de sua rua, Júlia teve a impressão de que alguém a seguia. Quando se
voltou para verificar, quase teve um infarto: o homem do metrô também havia
descido ali e a acompanhava de perto. Ela entrou em pânico. Então
apressou o passo. Teve vontade de correr, mas a saia era justa demais e os
saltos altos não ajudavam. Desesperou-se, pois pelo ruído dos passos dele no
calçamento, julgou que o homem também apressara o ritmo. Não tinha dúvidas de
que era um maníaco. E todas as portas fechadas àquela hora! Aquela rua muito
arborizada era agradável de dia, mas agora de noite era deserta, sombria, esquisita.
O homem
continuava vindo, tranquilamente, como se soubesse que não havia como ela
escapar. Ela pensou em gritar, pedir por socorro enquanto tinha tempo. Mas se
estivesse enganada, que vergonha não passaria! Por um instante, considerou que
talvez fosse apenas uma coincidência, que talvez ele também morasse por ali.
Mas como?! Ela apanhava aquele metro todos os dias e não se lembrava de jamais
tê-lo visto antes.
Não, não
restavam dúvidas: estava sendo perseguida pelo sujeito. Maldita reunião que a fizera
voltar tão tarde! Maldita ela mesma que provocara o homem no metrô! Agora
estava naquela situação, perseguida por um tarado no meio da noite naquela rua
estreita e esquisita. Ia entrar na primeira esquina e, se ele entrasse também,
não teria mais dúvidas: ia gritar. Melhor fazer logo um escândalo do que deixar
que ele a seguisse até sua casa e descobrisse onde ela morava. Ou pior ainda!
Se ele quisesse entrar em sua casa?! Então é que não teria chances mesmo, pois
morava sozinha. Gritaria bem alto se ele dobrasse aquela a esquina ali na
frente depois dela. Ladrão não era porque ladrão não agiria assim com aquela
tranqüilidade toda. Um ladrão já a teria abordado. Era tarado mesmo!
Ela dobrou a
esquina e entrou numa rua ainda mais sombria e deserta. Olhou por sobre o ombro
e quase desmaia ao notar o vulto do homem já muito perto. Ia gritar agora, mas
por algum motivo não teve coragem. Como era medrosa! Continuou andando,
tentando manter a calma, rezando para que estivesse enganada e aquele homem
tomasse outro rumo. Depois de um momento pareceu-lhe que ele estava ficando pra
trás e ela quase relaxou. Porém voltou a ficar tensa quando passava por um
enorme terreno baldio, com um matagal crescendo dentro e algumas passagens pelo
muro em ruínas. Já
tinha ouvido falar que ali uma jovem havia sido estuprada algum tempo atrás.
Aquele homem as suas costas só precisaria correr poucos metros, agarrá-la pelo
pescoço e arrastá-la ali pra dentro. Depois faria o que bem entendesse com ela.
Ninguém veria nada e ela não poderia gritar porque certamente ele lhe taparia a
boca ou lhe faria ameaças com alguma arma. Seria estuprada de qualquer forma,
morta ou viva. “Melhor viva do que morta”, ela pensou e achou que ia chorar,
mas não chorou. A amiga tinha razão: ela era uma histérica e sempre fazia
tempestade em copo d’água. Não era pra se desesperar porque ainda não tinha
acontecido nada e o homem estava longe ainda. Mas nada lhe tirava da cabeça que
ele queria lhe fazer algum mal.
E de repente,
pareceu-lhe que ele apressara o passo de novo. Achou que era agora que ia ser
atacada. Se visse alguém chamaria por socorro, mas não havia ninguém! Somente
ela e ele. Andou mais rápido também, mas já estava quase conformada com sua
desgraça. Ia ser estuprada e não tinha como evitar. Dessa vez tinha certeza de
que não exagerava, pois era coincidência demais que aquele homem que ela
provocara no metrô a tivesse acompanhado até ali.
Novamente olhou
para o matagal escuro dentro do muro esburacado. Ele a levária ali para dentro,
provavelmente a amarraria. Depois arrancaria suas roupas e abusaria dela. Mas o
mais importante era que ele não a machucasse, que não lhe fizesse um mal pior.
Era bom que ela se preparasse e não fizesse bobagem na hora. Seria bem prática
e não desgostaria o homem para ao menos sair viva daquela situação. Faria o que
ele mandasse. Ou talvez nem tudo, pois tinha uma coisa que não faria nem morta:
chupar o pênis dele. Se ele a obrigasse a chupá-lo, ela o morderia com toda
força e depois fugiria. Não ia chupar nenhum pau imundo! Ele que não tivesse a
idéia!...mas pensando melhor, se o mordesse e não conseguisse fugir, sem dúvida
ele a mataria. E se ele tivesse um revólver?! Não dava pra morder e fugir com
um revolver apontado pra cabeça. Levava um tiro na hora! Seria idiotice! O
jeito era obedecer e não desagradar o bandido. Imploraria pra não chupar, mas
se ele insistisse, acabava chupando. É, ia chupar, sim. Pra salvar sua vida ela
faria tudo. Não valia a pena arriscar. E depois, talvez se o chupasse e ele se
satisfizesse logo, vai que nem a estuprava depois! Seria muita sorte, mas
coisas assim podem acontecer. Talvez isso a salvasse! Seria até bom que ele
pedisse para ela chupar, pois faria de um jeito que ele gozaria logo e a
deixaria em paz. Mas
não... ele não ia cair nessa. E tarados não ficam satisfeitos assim tão fácil;
do contrário não se chamariam tarados. Ele a obrigaria a chupar de qualquer
forma e em seguida a violentaria sem piedade. Ia ser doloroso porque ele a
penetraria contra a vontade dela, sem lubrificação, sem ela estar excitada.
Não se lembrava
onde lera uma vez que algumas vítimas de estupro ficam excitadas no momento em
que são penetradas, não por apreciarem tal violência, pois nenhuma mulher
normal apreciaria; ficam excitadas espontaneamente, sem quererem, como uma
reação instintiva e primitiva, pois as fêmeas ancestrais da espécie humana eram
estupradas pelos machos e essa era a pratica comum entre os primeiros seres
humanos. Deve ter lido isso num artigo científico. Mas é difícil de crer que
uma mulher fique excitada com tal barbaridade, embora existam muitos fatos
surpreendentes nesse mundo. Será que ela seria uma dessas mulheres de instintos
primitivos?! Se ficasse excitada, mesmo sem querer, talvez não sofresse tanto.
Se o pênis dele fosse grande demais, era preferível ficar excitada;
lubrificada, não sentiria tanta dor. Mas o pior é que ele poderia não se
contentar só com isso! Estupradores costumam ser sádicos e extremamente
depravados. Iria tentar enrabá-la também. Isso ela não podia permitir. Tudo
menos passar por uma coisa dessas! Mas o que uma mulher pode fazer numa hora
dessas?! Não adiantaria lutar, pois ele a dominaria fácil, iria obrigá-la a se
deitar de bruços no chão e em seguida a penetraria daquela forma, sem que ela
pudesse fazer nada. Já tinha visto muitas dessas cenas horríveis no cinema e
agora ia acontecer com ela de verdade!
Era melhor nem
pensar a respeito! Aquela moça que havia sido estuprada bem ali naquele
matagal...tinha passado por aquilo, coitada! O maníaco tinha praticado as
piores depravações com ela. Violentou-a mais de uma vez, na frente e atrás, sem
se comover com choro ou apelos, deitado com ela no chão. Ela até imaginava o
sofrimento que a pobrezinha havia experimentado. Um pênis duro entrando a força
num lugar onde mal cabe seu dedo, arrebentando você toda, e repetindo isso
varias vezes. Tarados são sádicos. Sentem prazer em ver você chorar e implorar
para que eles parem, mas não param, pois adoram isso.
A própria moça
havia descrito aquele seu horror. Mas ao menos ela havia saído viva pra contar!
Era o que Júlia esperava que também acontecesse com ela: não ser morta depois
de estuprada. Que ele fizesse tudo, mas ao menos a deixasse viva.
Todos esses
pensamentos passavam velozes pela cabeça de Júlia enquanto ela caminhava com
passos apressados.
Estava perto de
casa, mas não queria que ele soubesse onde ela morava. Então não pensou duas
vezes e entrou no primeiro beco que viu do outro lado da rua, em frente ao
terreno baldio.
Tinha lhe
parecido que era a melhor solução, que poderia escapar por ali, mas ao entrar
no beco, arrependeu-se. Quanto azar! Tinha esquecido que aquele beco havia sido
fechado semanas atrás. Estava presa ali, entre o enorme muro de uma escola e um
armazém. E era um beco tão pequeno e estreito! Não podia ter se metido num
lugar pior! Agora é que se complicara mesmo porque não dava mais tempo de
voltar.
Com o coração
aos pulos, ela espremeu-se contra a parede e esperou, não tendo mais o que
fazer exceto rezar pelo milagre de o homem não a descobrir ali. Quantos erros
cometidos num só dia! E essa última idéia de se meter naquele buraco tinha sido
o fim da picada! Até parecia que...
Júlia ouviu os
passos do homem muito perto. Fechou os olhos apavorada. Pediu a Deus que
tivesse um desmaio imediatamente, pois assim não veria nada, não sentiria nada,
não sofreria nas mãos do estuprador. Então, quando enfim ela ouviu que ele
pisava já na entrada do beco, olhou de canto de olho e, aterrorizada, viu seu
perseguidor. Ali estava ele, o mesmo homem que ela provocara no metrô. Era ele,
mas...como podia ser?! Ele havia passado reto?! não a atacou como ela havia
temido o tempo todo?! Não;pelo contrario! Ele passou e apenas deu um leve
sorriso pra ela, quase como se zombasse de ela estar metida naquele lugar daquele
jeito, e seguiu seu caminho pacificamente.
Júlia saiu do
beco e viu que ele se afastava sem olhar pra trás. Agora ele lhe parecia ser um
homem comum, sem nenhum interesse em estuprar mulheres. Ela estava muito
confusa, pois há um minuto atrás tinha certeza de que estava sendo perseguida
por um tarado. Não queria acreditar que tudo tivesse sido apenas uma
coincidência, que aquele homem que ela provocara no metrô fosse talvez apenas
um morador novo do bairro! E no entanto, o homem já havia dobrado a esquina no
fim da rua e sumido.
Recuperando-se
do susto, ela riu de si mesma. Mais uma vez ficara histérica e fizera uma
confusão em sua cabeça louca. Sentiu-se esquisita porque, se por um lado estava
aliviada por não ter sido violentada, por outro não suportava a sensação de ter
sido tola, de ter se angustiado tanto por nada. Era tão exagerada! E aquele
homem passou sem demonstrar o menor interesse por ela! Era o que ela ganhava
por dar bola a um sujeito como aquele, que ainda por cima era feio! Aquele
mesmo que não era estuprador coisa alguma! Se duvidar, era até gay...e só
serviu pra atrapalhar sua leitura!
Fim
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Adm
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14:28
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domingo, 10 de junho de 2012
Coisa Extraordinária
Naquela manhã, acompanhei Maria até o local onde os pescadores vendiam seus peixes recém-pescados. Ela era a bela e jovem empregada do meu primo Eduardo.
Na volta pra casa, caminhando pela praia, de repente Maria me puxa pelo braço e me arrasta pra outra direção. Assustei-me com o gesto brusco dela.
- Que é isso, menina?!
- É aquele homem, Dona Fernanda!
Ela apontava pra um caiçara negro que consertava sua rede sentado na proa de uma jangada.
- Ele quer me namorar, mas tenho medo! ela confessou.
- Medo?! Mas por que?! Um rapaz tão bonito!
- É que a Senhora não sabe da estória.
- Mas que estória?!
- Deixa pra lá; não é nada, não...
- Vamos, Maria! Não me mate de curiosidade, criatura! Conta logo qual o problema com o rapaz!
Ela apenas tapava a boca com a mão e ria baixinho sem parar.
- Fala logo, menina! Deixa de coisas! ordenei, pois sou uma pessoa curiosíssima.
- Hi hi... dá vergonha de falar, Dona Fernanda!
- Vamos! Diga!
- Não vai se zangar comigo?
- Não vou!
- Está bem...
Maria soltou mais risadinhas infantis e continuou:
- É que aquele é o Zé Enguia. Dizem as más línguas que ele tem... ai! não tenho coragem de falar!
- Maria! Fala!
- Ai! meu Deus! ele tem...tem um pinto ENORME! hi, hi hi... as moças daqui morrem de medo dele!
- O quê?!
Ao ouvir explicação tão “surpreendente”, não consegui me conter e explodi numa forte gargalhada.
- A Senhora ri?! É porque não é a Senhora que ele persegue! É doido por mim, mas eu quero é distância! Sai pra lá, pintudo!
- Assim você me mata de rir, Maria!
De noite, deitada na cama ao lado de Júlio, enquanto ele dormia, fiquei rindo baixinho ao relembrar a conversa com a empregada. Depois minha imaginação se aqueceu com a ideia de um homem de pênis descomunal vagando por aquelas praias quase desertas. Seria mesmo assim tão grande?! Ou só um boato maldoso espalhado pelo vilarejo? Uma brincadeira de mau gosto dos locais? Mas se até as moças comentavam! Como saber? E se fosse verdade? Como seria ver o pênis de um homem bem dotado? Muito maior do que Júlio?
Na manhã seguinte, quando todo o pessoal da casa ainda dormia, não sei que me deu que eu quis sair sozinha e andar pela praia, apreciando a encantadora paisagem marítima.
No caminho, avistei de longe o tal Zé Enguia e alguns outros pescadores. Arrastavam uma rede de pesca pra fora das ondas. Meu coração se agitou sem motivo. Ir até eles ou não? Pra fazer o quê? Não sabia! Contudo, aproximei-me.
Zé Enguia me viu e me olhou curioso. Eu ia lhe dar “bom-dia”, mas entrei em pânico e mudei de direção. Caminhei rápido, fugindo com o coração agitado.
Os dias de nossas férias ali em Águas Verdes iam se passando e, sempre que eu encontrava o pescador pela praia, perturbava-me. “Será verdade mesmo?!” eu me perguntava, cada vez mais intrigada e curiosa. Mas passava pelo rapaz como se não o visse e seguia ligeiramente irritada.
Entretanto, mais uma vez, me encontrei num passeio matinal ao longo da orla. Eu ia pisando a areia úmida sem prestar muita atenção ao meu redor. Foi quando levantei os olhos e vi o rapaz à distância, sentado na sua jangada, olhando distraído pro mar. Que grande vontade não tive de me aproximar e fazer-lhe umas perguntas sobre os boatos! Obviamente eu jamais cometeria tal loucura.
Com uma coragem que não sei de onde me veio, caminhei mais alguns passos. Cheguei muito próximo dele. A princípio não soube o que dizer, mas logo tive uma ousada idéia.
- Quanto você cobra pra me levar num passeio de jangada?
Ele se virou e me olhou surpreso. Passou os olhos rapidamente pelo meu vestido. Em seguida sorriu de leve e disse:
- Pra Senhora é de graça!
“Que atrevido!”, pensei. E lhe disse secamente:
- Prefiro pagar, por favor!
- Como queira, Dona, ele falou, com mais respeito.
Entramos num bom acordo. Fui orientada a me sentar no banquinho de madeira e nele me segurar firme.
Quando enfim nos afastamos da rebentação, começamos a conversar.
Ele era um homem simplório, de fala rude, mas amigável. Um negro forte, de lábios grossos e bonitos. Vestia apenas um calção azul de nylon, que se molhara com as ondas.
No apertado espaço da jangada, ele ia de pé à minha frente, controlando a vela. Sentada, eu ficava com o rosto à altura de sua cintura e dava rápidas olhadelas pro tecido do calção molhado. Nenhum volume incomum. Ou talvez só um pouco incomum. De qualquer forma, a “coisa” devia estar em repouso, bem presa. Ou estava eu sendo uma boba, acreditando em falsos boatos?
Tentei manter meu rosto virado pra longe, mas meus olhos sempre giravam em direção ao “mistério”.
Na hora de retornar, impacientei-me. Voltaria pra casa sem fazer nenhum progresso na minha... na minha o quê? “investigação”? A não ser que eu tomasse alguma atitude radical. Arrancar-lhe a roupa de surpresa! Ver com meus próprios olhos!
Imaginei-me fazendo isso e sorri do vexame que seria. Depois pensei: “Por que não?! Por que não cometer uma loucura uma vez na vida?! Puxo-lhe o calção de repente e...voilá! a verdade vem à luz! Pronto, está decidido! Vou fazê-lo agora!”
Mas não ousei, claro! Ainda me restava alguma sanidade.
Nosso passeio se aproximava do fim. Eu precisava ao menos saber a verdade ou ficaria louca.
- Você é bem conhecido por aqui, não é mesmo? perguntei num tom casual.
Ele sorriu, mudou a posição da vela e disse:
- Sou mesmo! Mas como a Senhora sabe?!
- Maria, a empregada do seu Álvaro, meu primo...
- Ah! Claro! Mariazinha... então a Senhora é de lá da casa?
- Sou, sim. Meu marido e eu estamos passando férias por aqui.
- Então é casada?
- Sim... mas ouvi dizer que você anda caído pela Maria; é verdade, José?
- He!he! ele riu, confessando sua paixão por Maria.
- Mas parece que ela tem medo de você... por que será, hein?
Imediatamente me arrependi da pergunta, pois ele me olhou com uma cara debochada de quem parecia dizer: “então a Senhora já sabe, a Senhora já sabe, né?”
Senti meu rosto queimar de vergonha, mas já tinha ido longe demais pra recuar.
- Por que, hein! José? insisti, como se fizesse uma pergunta inocente.
Dessa vez ele baixou a cabeça, sacudindo-a com um sorriso envergonhado.
- Não sei, não, Senhora...acho que é umas coisas que dizem de mim por aí...
- Que coisas dizem de você?!
- Ah! falação do povo; coisa que dá vergonha de dizer...
- Por que vergonha? É tão ruim assim?
- Num sei, não...
- Se não me disser do que se trata, vou ficar pensando coisas horríveis de você!
- A Senhora vai se ofender se eu contar; é coisa feia.
- Pode dizer, José; não deve ser tão mau.
- Bem...se a Senhora insiste, he!he! ele riu, mas calou-se.
- Fale, homem!
- A Senhora quer mesmo saber?
- Claro!
- É... sendo assim... é que espalharam que tenho...tenho a piroca muito grande, he!he!
Já não deveria ser surpresa essa revelação, mas ainda assim me escandalizei com as palavras. Meu sangue esquentou e senti que me faltava o ar. Porém dominei-me e soltei uma risada pra demonstrar naturalidade, como se não tivesse ouvido nada de extraordinário.
- Então é isso?! Mas não é uma coisa ruim, não é mesmo?
- É verdade! Até que é bom, hi hi.
Ficamos em silêncio por alguns minutos. Continuamos velejando, mas dando grandes voltas, como se ele se retardasse de propósito, à espera de algo que se anunciava. Eu procurava palavras pra dizer, mas elas vinham até minha garganta e enganchavam. Porém, enfim arrisquei:
- E é verdade?
- O quê?
- É muito grande?
- O povo é que diz...
- Compreendo...
O que fazer?! O que dizer?! Pra onde olhar?! Virei o rosto na direção da praia, calada. Mas pressentia os olhos dele em busca dos meus. E como se adivinhasse meus pensamentos:
- A senhora quer ver?
- Ver o quê, rapaz?!
- A Dona sabe... não quer ver de que tamanho é?
- Como?! Ora, me respeite! Onde já se viu?! reagi, indignada, fuzilando-o com os olhos. E acrescentei: - Chega dessa conversa! apresse-se e me leve logo de volta, por favor!
- Não quis ofender! disse ele zangado, como se eu é que o tivesse insultado.
Movemo-nos mais rápido rumo à praia. Ao redor, apenas um grande círculo de água e silêncio. Não sei descrever o que senti naqueles breves segundos, mas era como se algo me sufocasse. De repente, desembuchei, nervosa:
- Espere! Mostre-me! Mostre-me! Vamos! Mas só quero ver, só ver, é só curiosidade, compreendeu?!
A cara zangada dele se abriu num enorme sorriso. Apressou-se em baixar o calção. Quando a cueca desceu... Cristo! O que era aquilo???
- Chega! chega! Guarde isso! guarde! Já vi o suficiente, eu gritei histericamente, virando o rosto pra longe, o coração batendo descontrolado.
Ele se assustou e suspendeu as roupas. Eu nunca tinha visto nada parecido! Oh! Jesus! senti um incontrolável desejo de ver novamente.
- Vamos! Vamos! Deixe ver só mais uma vez!
Ele sorriu e logo baixou o calção e a cueca juntos.
- Nossa! deixei escapar, abismada.
Uma tromba negra, grossa e comprida pendia pesada e aos poucos se esticava e erguia a cabeça apontando em minha direção.
- Gostou, Dona?
- Meu Deus, exclamei, levando a mão à boca, incrédula.
Em poucos segundos o enorme membro inchara e ficara ereto, pulando de excitação. A cabeça roxa e brilhosa era aflitiva de olhar.
Quando dei por mim, eu já estava de braço estendido para tocá-lo.
- Bem que desconfiei que a Dona procurava, he he, ele teve a ousadia de comentar, mas o ignorei.
Estava completamente fora de mim. Segurei-o com as duas mãos e o senti grosso e pesado. Apertei-o com força. Jesus! Que absurdo!
- Ninguém vai ver, Dona. Fica à vontade! ele me encorajou.
Olhei ao redor. Pessoa alguma por perto naquela área da praia.
Então inclinei-me. Senti o forte cheiro de homem suado. Eu nunca me imaginara fazendo tal coisa. Um rude pescador! Mas abri os lábios. Então, devagar, bem devagar, deixei que deslizasse pra dentro da minha boca. Ele soltou um longo gemido de prazer. Segurou-me pelos cabelos e manipulou minha cabeça suavemente. Suguei forte, degustando-o como se fosse um exótico fruto do mar.
- A Dona é fina mas boa pra chupar, he he.
Não me importei com o desrespeito. Ele continuou fodendo minha boca.
- A Dona gosta é de rola grandona, he he.
E prosseguiu me humilhando sem piedade enquanto eu satisfazia minha gula.
O membro oscilou e pulsou mais rápido.
- Huuu! ele gruniu.
De repente, senti os esguinchos. Minha boca encheu. Engoli uma porção do sêmen sem querer.
Ele se afastou urrando grosso, masturbando-se e ainda lançando fios de sêmen branco no ar.
Por um breve instante, estive sorrindo, satisfeita com minha própria loucura.
Aos poucos fui retomando a consciência de mim mesma.
- A senhora entende das coisas, hi hi, ele comentou, sacudindo o membro já um pouco amolecido, pingando seu leite.
Permaneci calada, sem jeito de lhe dar uma resposta. Virei o rosto pra longe, ainda sentindo o gosto do esperma na língua. O que me acontecera pra ter chegado àquele ponto?
Ele tentou outro contato, já sem respeito algum. Quis levantar meu vestido.
- Deixa ver sua buceta, Dona!
- Pare! gritei horrorizada, afastando sua mão atrevida.
Ele insistiu. Ordenei que se calasse e que retornasse à praia. Perguntou se eu voltaria depois.
- Sim, voltarei! menti pra me ver livre.
Ele sorriu, e velejamos rumo à praia.
Atingimos o raso. Saltei e saí correndo pela areia molhada. Ainda murmurei um inaudível “obrigada”.
Foi a última vez que vi Zé Enguia. Pedi a meu marido que antecipássemos nosso retorno pra casa. Júlio me atendeu, apesar de bastante contrariado.
fim
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Adm
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02:06
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sábado, 9 de junho de 2012
Esposa por Empréstimo
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