domingo, 10 de junho de 2012

Coisa Extraordinária




     

     Naquela manhã, acompanhei Maria até o local onde os pescadores vendiam seus peixes recém-pescados. Ela era a bela e jovem empregada do meu primo Eduardo.  
     Na volta pra casa, caminhando pela praia, de repente Maria me puxa pelo braço e me arrasta pra outra direção. Assustei-me com o gesto brusco dela.
     - Que é isso, menina?! 
     - É aquele homem, Dona Fernanda!
     Ela apontava pra um caiçara negro que consertava sua rede sentado na proa de uma jangada.
     - Ele quer me namorar, mas tenho medo! ela confessou.
     - Medo?! Mas por que?! Um rapaz tão bonito!
     - É que a Senhora não sabe da estória.
     - Mas que estória?!
     - Deixa pra lá; não é nada, não...
     - Vamos, Maria! Não me mate de curiosidade, criatura! Conta logo      qual o problema com o rapaz!
     Ela apenas tapava a boca com a mão e ria baixinho sem parar.
     - Fala logo, menina! Deixa de coisas! ordenei, pois sou uma pessoa curiosíssima.
     - Hi hi... dá vergonha de falar, Dona Fernanda!
     - Vamos! Diga!
     - Não vai se zangar comigo?
     - Não vou!
     - Está bem... 
     Maria soltou mais risadinhas infantis e continuou:
     - É que aquele é o Zé Enguia. Dizem as más línguas que ele tem... ai! não tenho coragem de falar!
     - Maria! Fala!
     - Ai! meu Deus! ele tem...tem um pinto ENORME! hi, hi hi... as moças daqui morrem de medo dele!
     - O quê?!
    Ao ouvir explicação tão “surpreendente”, não consegui me conter e explodi numa forte gargalhada.  
     - A Senhora ri?! É porque não é a Senhora que ele persegue! É doido por mim, mas eu quero é distância! Sai pra lá, pintudo!
     - Assim você me mata de rir, Maria!    
     De noite, deitada na cama ao lado de Júlio, enquanto ele dormia, fiquei rindo baixinho ao relembrar a conversa com a empregada. Depois minha imaginação se aqueceu com a ideia de um homem de pênis descomunal vagando por aquelas praias quase desertas. Seria mesmo assim tão grande?! Ou só um boato maldoso espalhado pelo vilarejo? Uma brincadeira de mau gosto dos locais? Mas se até as moças comentavam! Como saber? E se fosse verdade?  Como seria ver o pênis de um homem bem dotado? Muito maior do que Júlio?      
     Na manhã seguinte, quando todo o pessoal da casa ainda dormia, não sei que me deu que eu quis sair sozinha e andar pela praia, apreciando a encantadora paisagem marítima.
     No caminho, avistei de longe o tal Zé Enguia e alguns outros pescadores. Arrastavam uma rede de pesca pra fora das ondas. Meu coração se agitou sem motivo. Ir até eles ou não? Pra fazer o quê? Não sabia! Contudo, aproximei-me.
     Zé Enguia me viu e me olhou curioso. Eu ia lhe dar “bom-dia”, mas entrei em pânico e mudei de direção. Caminhei rápido, fugindo com o coração agitado.    
      Os dias de nossas férias ali em Águas Verdes iam se passando e, sempre que eu encontrava o pescador pela praia, perturbava-me. “Será verdade mesmo?!” eu me perguntava, cada vez mais intrigada e curiosa. Mas passava pelo rapaz como se não o visse e seguia ligeiramente irritada.   
     Entretanto, mais uma vez, me encontrei num passeio matinal ao longo da orla. Eu ia pisando a areia úmida sem prestar muita atenção     ao meu redor. Foi quando levantei os olhos e vi o rapaz à distância, sentado na sua jangada, olhando distraído pro mar. Que grande vontade não tive de me aproximar e fazer-lhe umas perguntas sobre os boatos! Obviamente eu jamais cometeria tal loucura.
    Com uma coragem que não sei de onde me veio, caminhei mais  alguns passos. Cheguei muito próximo dele. A princípio não soube o que dizer, mas logo tive uma ousada idéia.
     - Quanto você cobra pra me levar num passeio de jangada?
     Ele se virou e me olhou surpreso. Passou os olhos rapidamente pelo meu vestido. Em seguida sorriu de leve e disse:
     - Pra Senhora é de graça!
     “Que atrevido!”, pensei. E lhe disse secamente:
     - Prefiro pagar, por favor!
     - Como queira, Dona, ele falou, com mais respeito.
     Entramos num bom acordo. Fui orientada a me sentar no banquinho de madeira e nele me segurar firme.  
     Quando enfim nos afastamos da rebentação, começamos a conversar.
     Ele era um homem simplório, de fala rude, mas amigável. Um negro forte, de lábios grossos e bonitos. Vestia apenas um calção azul de nylon, que se molhara com as ondas.
      No apertado espaço da jangada, ele ia de pé à minha frente, controlando a vela. Sentada, eu ficava com o rosto à altura de sua cintura e dava rápidas olhadelas pro tecido do calção molhado. Nenhum volume incomum. Ou talvez só um pouco incomum. De qualquer forma, a “coisa” devia estar em repouso, bem presa. Ou estava eu sendo uma boba, acreditando em falsos boatos? 
     Tentei manter meu rosto virado pra longe, mas meus olhos sempre giravam em direção ao “mistério”.
     Na hora de retornar, impacientei-me. Voltaria pra casa sem fazer nenhum progresso na minha... na minha o quê? “investigação”? A não ser que eu tomasse alguma atitude radical. Arrancar-lhe a roupa de surpresa! Ver com meus próprios olhos!
      Imaginei-me fazendo isso e sorri do vexame que seria. Depois pensei: “Por que não?! Por que não cometer uma loucura uma vez na vida?! Puxo-lhe o calção de repente e...voilá! a verdade vem à luz! Pronto, está decidido! Vou fazê-lo agora!”
     Mas não ousei, claro! Ainda me restava alguma sanidade.
     Nosso passeio se aproximava do fim. Eu precisava ao menos saber a verdade ou ficaria louca.
     - Você é bem conhecido por aqui, não é mesmo? perguntei num tom casual.
     Ele sorriu, mudou a posição da vela e disse:
     - Sou mesmo! Mas como a Senhora sabe?!
     - Maria, a empregada do seu Álvaro, meu primo...
     - Ah! Claro! Mariazinha... então a Senhora é de lá da casa?
     - Sou, sim. Meu marido e eu estamos passando férias por aqui.
     - Então é casada?
     - Sim... mas ouvi dizer que você anda caído pela Maria; é verdade, José?
     - He!he! ele riu, confessando sua paixão por Maria. 
     - Mas parece que ela tem medo de você... por que será, hein?
     Imediatamente me arrependi da pergunta, pois ele me olhou com uma cara debochada de quem parecia dizer: “então a Senhora já sabe, a Senhora já sabe, né?”
      Senti meu rosto queimar de vergonha, mas já tinha ido longe demais pra recuar.
     - Por que, hein! José? insisti, como se fizesse uma pergunta inocente.
     Dessa vez ele baixou a cabeça, sacudindo-a com um sorriso envergonhado.
     - Não sei, não, Senhora...acho que é umas coisas que dizem de mim por aí...
     - Que coisas dizem de você?!
     - Ah! falação do povo; coisa que dá vergonha de dizer...
     - Por que vergonha? É tão ruim assim?
     - Num sei, não...
     - Se não me disser do que se trata, vou ficar pensando coisas horríveis de você!
     - A Senhora vai se ofender se eu contar; é coisa feia.
     - Pode dizer, José; não deve ser tão mau.
     - Bem...se a Senhora insiste, he!he! ele riu, mas calou-se.
     - Fale, homem!
     - A Senhora quer mesmo saber?
     - Claro!
     - É... sendo assim... é que espalharam que tenho...tenho a piroca muito grande, he!he!
     Já não deveria ser surpresa essa revelação, mas ainda assim me escandalizei com as palavras. Meu sangue esquentou e senti que me faltava o ar. Porém dominei-me e soltei uma risada pra demonstrar naturalidade, como se não tivesse ouvido nada de extraordinário.
     - Então é isso?! Mas não é uma coisa ruim, não é mesmo?
     - É verdade! Até que é bom, hi hi.
     Ficamos em silêncio por alguns minutos. Continuamos velejando, mas dando grandes voltas, como se ele se retardasse de propósito, à espera de algo que se anunciava. Eu procurava palavras pra dizer, mas elas vinham até minha garganta e enganchavam. Porém, enfim arrisquei:
     - E é verdade?
     - O quê?
     - É muito grande?
     - O povo é que diz...
     - Compreendo...
     O que fazer?! O que dizer?! Pra onde olhar?! Virei o rosto na direção da  praia, calada. Mas pressentia os olhos dele em busca dos meus. E como se adivinhasse meus pensamentos:
     - A senhora quer ver?
     - Ver o quê, rapaz?!
     - A Dona sabe... não quer ver de que tamanho é?
     - Como?! Ora, me respeite! Onde já se viu?! reagi, indignada, fuzilando-o com os olhos. E acrescentei: - Chega dessa conversa! apresse-se e me leve logo de volta, por favor!
     - Não quis ofender! disse ele zangado, como se eu é que o tivesse insultado.
     Movemo-nos mais rápido rumo à praia. Ao redor, apenas um grande círculo de água e silêncio. Não sei descrever o que senti naqueles breves segundos, mas era como se algo me sufocasse. De repente, desembuchei, nervosa:
     - Espere! Mostre-me! Mostre-me! Vamos! Mas só quero ver, só ver, é só curiosidade, compreendeu?!
     A cara zangada dele se abriu num enorme sorriso. Apressou-se em baixar o calção. Quando a cueca desceu... Cristo! O que era aquilo???
     - Chega! chega! Guarde isso! guarde! Já vi o suficiente, eu gritei histericamente, virando o rosto pra longe, o coração batendo descontrolado.
     Ele se assustou e suspendeu as roupas. Eu nunca tinha visto nada parecido! Oh! Jesus! senti um incontrolável desejo de ver novamente.
     - Vamos! Vamos! Deixe ver só mais uma vez!
     Ele sorriu e logo baixou o calção e a cueca juntos.
     - Nossa! deixei escapar, abismada.
    Uma tromba negra, grossa e comprida pendia pesada e aos poucos se esticava e erguia a cabeça apontando em minha direção.
     - Gostou, Dona? 
     - Meu Deus, exclamei, levando a mão à boca, incrédula.
    Em poucos segundos o enorme membro inchara e ficara ereto, pulando de excitação. A cabeça roxa e brilhosa era aflitiva de olhar.   
     Quando dei por mim, eu já estava de braço estendido para tocá-lo. 
     - Bem que desconfiei que a Dona procurava, he he, ele teve a ousadia de comentar, mas o ignorei.
     Estava completamente fora de mim. Segurei-o com as duas mãos e o senti grosso e pesado. Apertei-o com força. Jesus! Que absurdo!
     - Ninguém vai ver, Dona. Fica à vontade! ele me encorajou.
     Olhei ao redor. Pessoa alguma por perto naquela área da praia.      
     Então inclinei-me. Senti o forte cheiro de homem suado. Eu nunca me imaginara fazendo tal coisa. Um rude pescador! Mas abri os lábios. Então, devagar, bem devagar, deixei que deslizasse pra dentro da minha boca. Ele soltou um longo gemido de prazer. Segurou-me pelos cabelos e manipulou minha cabeça suavemente. Suguei forte, degustando-o como se fosse um exótico fruto do mar.
     - A Dona é fina mas boa pra chupar, he he.
     Não me importei com o desrespeito. Ele continuou fodendo minha boca.     
     - A Dona gosta é de rola grandona, he he.
     E prosseguiu me humilhando sem piedade enquanto eu satisfazia minha gula.
O membro oscilou e pulsou mais rápido. 
     - Huuu! ele gruniu.
     De repente, senti os esguinchos. Minha boca encheu. Engoli uma porção do sêmen sem querer.  
    Ele se afastou urrando grosso, masturbando-se e ainda lançando fios de sêmen branco no ar.    
     Por um breve instante, estive sorrindo, satisfeita com minha própria loucura.    
     Aos poucos fui retomando a consciência de mim mesma.
     - A senhora entende das coisas, hi hi, ele comentou, sacudindo o membro já um pouco amolecido, pingando seu leite.     
     Permaneci calada, sem jeito de lhe dar uma resposta. Virei o rosto pra longe, ainda sentindo o gosto do esperma na língua. O que me acontecera pra ter chegado àquele ponto?
     Ele tentou outro contato, já sem respeito algum. Quis levantar meu vestido.
     - Deixa ver sua buceta, Dona!
     - Pare! gritei horrorizada, afastando sua mão atrevida.
    Ele insistiu. Ordenei que se calasse e que retornasse à praia.   Perguntou se eu voltaria depois.
     - Sim, voltarei! menti pra me ver livre.
     Ele sorriu, e velejamos rumo à praia.  
     Atingimos o raso. Saltei e saí correndo pela areia molhada. Ainda murmurei um inaudível “obrigada”.
     Foi a última vez que vi Zé Enguia. Pedi a meu marido que antecipássemos nosso retorno pra casa. Júlio me atendeu, apesar de bastante contrariado.

fim

sábado, 9 de junho de 2012

Esposa por Empréstimo


     Nota: Este conto é de autoria de Secret Lust, autor no site LustyLibrary.com. Espero que apreciem. Boa leitura!


 

     Quando ligo o motor do carro, meu coração começa a bater mais rápido. Estou dirigindo pela estrada que marca a linha entre a minha vida como mãe, como respeitosa esposa e minha vida como uma puta devassa. No momento em que paro o carro em frente a sua casa, a transformação está concluída. Serei sua pelas próximas quatro horas e estarei pronta para aceitar tudo que me oferecer.
     Você abre a porta e me puxa para dentro. Encosta-me contra a parede. Sinto sua respiração em minha orelha enquanto você sussurra:
     - Pronta para jogar?
      Dou um sorriso e digo que sim com a cabeça. Você me sorri de volta e me beija rapidamente, urgentemente. Então me empurra e diz:
     - Então vamos começar! 
     Eu não tenho nenhuma idéia do que isso significa, mas saber que você tem algo planejado é excitante. Sinto meus mamilos endurecerem dentro do sutiã e um súbito formigamento na barriga. Anseio que você me leve para novos lugares. Eu sei que você pode.
     - Café?
     Isso é um pouco inesperado, mas estou preparada para me deixar levar pelo momento.
     - Sim, por favor, eu respondo. Acho que é disso mesmo que preciso.
     Você prepara a cafeteira de costas para mim, trabalhando em silêncio durante um momento que parece uma eternidade para mim. Então uma voz fria e ríspida diz:
     - Andou fodendo com ele de novo?
     Eu sorrio.
     - Está falando do meu marido? Bem...sim. ainda moro com ele, e isso significa que tenho trepado com ele.
     Antes que eu perceba o que aconteceu, você já se virou e me empurrou contra a parede. Seus olhos fuzilando os meus.
    - Então aí está! A definição de uma puta!
     Você cospe as palavras sobre mim e eu sinto o medo crescendo em meu peito. Suas mãos tocam entre minhas pernas, pressionando com força enquanto você me empurra contra a parede.
     - Isso é meu! você diz segurando minha buceta por sobre minhas roupas.
     Eu tento dizer alguma coisa, mas estou chocada e fico em silêncio. Você nunca falou assim antes. Achei que tivéssemos um entendimento. Até ríamos da brincadeira de eu ser sua por empréstimo. Então, começa a acontecer...
     - Pronta para jogar?
     As palavras se repetem na minha cabeça mesmo quando eu sinto sua mão livre agarrar meu cabelo. Você puxa minha cabeça de tal forma que meu ouvido fica ao nível da sua boca. Então você rosna:
     - Eu sei do que uma puta como você precisa!
     Medo e excitação me preenchem, e meu corpo responde. Revolto-me contra seu controle. Como você ousa ter esse efeito sobre mim? Não aceito me entregar e o encaro desafiadoramente.
     - Você não sabe do que preciso!
     Digo isso com toda a raiva que consigo expressar. Mas sei que agora você pode sentir o calor e a umidade através do tecido que segura. Sou levada pelos cabelos escada acima até seu quarto. Você só me larga depois de fechar a porta atrás de nós. Em um piscar de olhos você já identifica o laço na cintura do meu vestido, puxa-o e ele se abre e desliza pelos meus ombros até cair ao chão.
     - Ora, ora! até as roupas da vagabunda são fáceis!
     Você leva a mão até meu sutiã e belisca um mamilo. Eu suspiro com a dor suave, mas não posso deixar que seja apenas do seu jeito. Levanto o braço para afastá-lo, mas você o segura pelo pulso, prendendo-o contra a parede, acima da minha cabeça. Então suspende meu outro braço, juntando os dois firmemente com sua mão forte, enquanto a outra mão retorna ao meu sutiã e o desabotoa. Dessa vez, você belisca um mamilo ainda mais forte, inclinando-se mais próximo ao meu rosto. Tranquilamente e sem demonstrar nenhuma emoção, diz num sussurro:
     - Acho que você não entendeu ainda. Mas é simples: você é uma puta e eu faço o que eu quiser com você.  
     Respiro fundo e meu coração acelera com o tesão que essas palavras me dão. Quero sorrir, mas enquanto fico de pé vestindo nada mais do que minha calcinha ensopada, de repente me sinto vulnerável. Eu sei que isso começou como um jogo, mas fica muito  óbvio que você está gostando de ter poder sobre mim. O volume sob sua calça me diz o tamanho da sua ereção. Até onde você quer chegar? Você se aproxima e empurra sua coxa contra meu corpo enquanto desce a cabeça para tomar um dos meus seios na boca. Sinto seus dentes e sua língua puxando meu mamilo enquanto você o suga forte.       Durante todo esse tempo, sua perna massageia meu clitóris. Embora eu tente, não consigo evitar gemer quando sinto o fogo que arde em minha buceta. Sinto-me pulsando  a cada esfregada de sua coxa. Sei que estou perto de gozar. Você também sabe disso e esfrega sua coxa em mim cada vez mais rápido e mais forte, ao mesmo tempo que suga meu mamilo, também mais forte.
      Agora não há mais volta. O calor e o latejamento no meu clitóris e na minha buceta são intensos demais. Jogo a cabeça para trás e deixo sair um grito da minha garganta.
     - Boa moça, você diz. Está mesmo gozando para mim, não está?
     - Você não é meu dono, seu puto! grito eu furiosa por ser controlada dessa forma, furiosa também comigo mesma por permitir tal coisa.
     – Você não vai mais me ver gozar por você!
Sou empurrada para a cama. Você monta sobre mim para me manter quieta.
     - A putinha gozou tanto! Encharcou minha calça. Se consigo fazer você gozar daquele jeito, apenas esfregando minha perna em você, imagine como será quando eu encher você com meu cacete. Eu sei o quanto você o deseja!
     Eu o desejo, sim; mas não posso admitir isso. Noto agora, quando você segura minhas mãos mais uma vez sobre minha cabeça, que está preparado para isso. Presas à cabeceira da cama estão as algemas. Calma e rapidamente você as coloca em meus pulsos antes de sair de cima de mim e se deitar ao meu lado. Um sorriso brinca em seus lábios, mas seus olhos permanecem frios.
     - E agora? O que fazer com você?
     Sua mão está sobre minha buceta e novamente posso sentir seus dedos explorando os contornos dos lábios através do tecido. Um dedo desliza sob a renda e suavemente toca meu clitóris, fazendo-me tremer. Então ele encontra o caminho entre os lábios inchados e corre para cima e para baixo ao longo da linha molhada, dando voltas em torno da minha entrada. Vezes após vezes, seu dedo faz o mesmo percurso, empurrando o botãozinho no final de cada volta. Seus olhos não se afastam dos meus enquanto procuram por minha reação. Estou tão desesperada para que você me penetre que meus quadris se movem na tentativa de forçá-lo a isso. Mas você não quer e me provoca durante um tempo que parece durar para sempre. Ocasionalmente mete apenas a pontinha do dedo na minha pequena entrada molhada. Quando parece que não consigo mais suportar isso, você se levanta, abre uma gaveta e retira dela uma tira de pano negro. Coloca-a em volta dos meus olhos, firme, e então me beija. Sinto sua língua entrando em minha boca e noto seu desespero por mim antes de finalmente se afastar. Você ergue meus quadris e arranca minha calcinha, deixando-me completamente nua, presa e sem poder ver nada. 
     Então ouço a porta abrir e fechar novamente. Estou sozinha? Posso ouvir ruídos no andar de baixo. Como você ousa me largar assim molhada e com tesão? Que droga você está fazendo?! Minha buceta lateja tanto! Preciso ser tocada, mas minhas mãos estão presas e não tem quem me ajude. Odeio você por fazer isso comigo, por me abandonar quando preciso que trepe comigo. Tão frustrada estou que não escuto você retornar ao quarto.  
     A primeira coisa que sinto é um frio intenso no meu mamilo esquerdo. É gelo. Mordo meu lábio para lutar contra o grito que quero soltar. Você esfrega o gelo contra o bico do seio ate que ele dói de frio. Em seguida você o toma na boca. O calor da sua língua após o frio extremo é uma agonia boa e eu me reviro sob seu corpo, sufocando meus gemidos. Então o outro mamilo. Depois do frio, sinto o calor, sendo levada a um frenesi. Depois o gelo desce pelo meu corpo, seguido pela sua língua. Enfim e inevitavelmente ele atinge meu clitóris. Eu grito, mas quero mais. Preciso de mais. Sinto o gelo derretendo sobre mim e um fio de água gelada escorre entre minha fenda e a deixa fria. Arrepios se espalham em meu corpo. De repente, sua boca está sobre meu monte. Sua língua vibra sobre meu pontinho e o deixa aquecido, até que você pressiona o gelo contra minha fenda de novo. O contraste me faz querer afastá-la e ao mesmo tempo puxá-la mais contra mim. É um prazer tão intenso! Sua boca cobre minha fenda e sinto você enfiar o gelo nela. Você empurra a língua entre meus lábios gelados  e lambe e suga. De vez em quando o gelo bate na carne que o desejo e sua boca estão aquecendo. E depois fica frio novamente, até que não resta nada mais além da água fria que corre sobre mim.
     É agora que você enfia um dedo em mim. Ainda está frio do gelo. Sinto que estou apertada e prendendo seu dedo enquanto ele me explora.
     - Você gosta de ser fodida pelo meu dedo, não gosta?
     Confirmo com a cabeça e digo sim entre suspiros de prazer intenso enquanto você move o dedo para dentro e para fora, lentamente, dobrando-o dentro de mim para sentir cada porção da minha carne acetinada.
     Seu dedo se retira todo cedo demais. Então está sobre meus lábios. Sinto o cheiro almiscarado do suco antes de perceber o grudento na minha boca. Você abre meus lábios e empurra os dedos para dentro da minha boca. Chupo famintamente, provando e tomando o suco do meu desejo. Quando você se afasta, minha cabeça se ergue, desesperada para seguir o deleite que não consigo ver. Mas não o tenho mais. Ao contrário, sinto outra coisa pressionando meus lábios abertos. Eu os abro mais ainda para aceitar a ponta do seu pênis. Começo a lambê-lo e chupá-lo.
     - Acho que você pode fazer melhor do que isso, sua putinha!
     E você empurra mais do seu pau grosso e duro para dentro da minha boca.
     Abro a garganta para receber toda a extensão dele. Uma deliciosa gota de pré-gozo desce pela minha garganta. Minha língua e boca fazem seu trabalho em você. Uma inesperada chicotada de língua no meu clitóris, um dedo dentro de mim mais uma vez,  e o prazer se espalhando em ondas pelo meu corpo. Estou perto de gozar de novo. Você sente a pulsação crescer à medida que seu dedo e língua realizam sua magia.    
     Aquelas primeiras palavras retornam quando tento conter minha eletricidade:
     - Você não vai me fazer gozar de novo! Nunca mais! eu grito consciente de que quero gozar, e como quero!
     Só não posso deixar que você tenha essa satisfação. Sua mão alcança minha nuca e desfaz o nó da venda. Quando consigo ver, lá está a raiva no seu rosto.
     - Você vai gozar. Porque eu digo que vai.
     Sinto-o retirar o dedo de dentro de mim, e de repente substituí-lo por todos os outros. Quatro dedos me alargando por dentro e se mexendo enquanto a palma da sua mão pressiona meu clitóris. Sua outra mão aperta um dos meus seios, esfregando o bico. Sensível das primeiras carícias ainda, ele endurece rápido e o sinto pressionar a palma da sua mão. Você me parece insensível. Está apenas me usando e meu prazer não tem a menor importância.
     Quando meus quadris começam a se mover sob sua mão e meus lábios se abrem num gemido alto e inconsciente, você ri. Eu ainda estou gozando quando seu pênis me penetra. Você me fode pra valer, montado e no controle do  meu orgasmo enquanto minha buceta  suga seu pau com cada músculo que possui. Sinto sua mão em minha boca quando grito. À medida que as ondas diminuem, seus movimentos ficam lentos, mantendo-me à beira do orgasmo.
     - Agora, eu quero que você goze outra vez.
     - Não posso.
     Acredito seriamente que não posso. Mais uma vez vai ser demais. Meu corpo está esgotado.

     - Ah, eu acho que você pode. E porque você é minha puta,você vai gozar, sim!
     Sou espancada, fodida sem piedade.
Você esfrega seu corpo contra o meu, estimulando cada terminação nervosa.
     Quando  me sente ficando tensa mais uma vez, passa a mão por debaixo e encontra meu ânus.
      Ao redor dele você esfrega o suco doce e escorregadio que pinga da minha vagina.
     Espera o seu momento. Tento resistir ao orgasmo que cresce, porém, quanto mais eu resisto, mais forte ele se torna. Seu cacete grosso e longo me machuca por dentro e eu grito. Este é seu momento.
     O orgasmo me arrebata mais intensamente e seu dedo entra no lugar mais escuro, mais secreto. As sensações redobram. Dor e prazer, puro e sujo. Estou em outro plano.
     Ainda estou gozando no momento que você retira o dedo e seu pênis de mim, ficando montado sobre meu tronco. Com dois movimentos de punho, você goza. Minha boca se abre para gemer e recebe um jato grosso da sua porra. Engulo-a enquanto você cai sobre mim.
     Olhando em seus olhos, percebo que o jogo acabou. O brilho terno deles está de volta.
     Ergo a cabeça pra beijar você carinhosamente, gratamente, e você corresponde com a mesma ternura.
     - Obrigada! Eu suspiro, e você me beija novamente.
     Vestimo-nos, bebemos nosso café e eu me preparo para voltar a estrada, de volta a realidade. Um último beijo me faz querer ficar, mas gentilmente você me leva até a porta.
     - Vá para casa e trepe com seu marido. Preciso de algo para castigá-la de novo da próxima vez.

Fim